Vizualizar Versão Completa : A vida pessoal do artista importa?
Recentemente estive pensando como eu tenho maior apreço e acabo dando maior valor às obras de artistas (músicos, atores/atrizes e afins) que, na medida do que eu conheço, não tenho nada contra em relação à vida pessoal. Se eu tiver algo a favor, melhor ainda.
Digo isso pq já me peguei justificando baixar (e consequentemente não dar lucro direto) álbums de alguns artistas como o grupo Oasis pq como todo mundo sei que o vocalista já deu diversas demonstrações públicas de arrogância.
Já me peguei também reforçando o quanto não gosto de certas bandas pq os músicos dela são drogados/bêbados assumidos, já que no meu ponto de vista o cara que é famoso acaba sendo um espelho pra muita gente e eu acabo ficando meio "chateado" vendo os caras se acabaram e deixarem isso escancarado, dando péssimo exemplo pra muita gente que é fã desses artistas.
Por outro lado já me peguei várias vezes questionando tudo isso, já que no fundo não deveríamos nos importar tanto com o que o cara é na vida pessoal, contanto que produza algo de valor. Só que na prática não é assim. Há diversos veículos escancarando pra gente a vida de artistas e mesmo que você não corra atrás da informação, ela acaba chegando até você.
No final eu acabo inconscientemente "boicotando" ou ficando mais tranquilo em, por exemplo, baixar músicas de um artista que eu acho um lixo, em relação a artistas que admiro. Quando penso nisso em uma escala global (especialmente pra artistas "mainstream" internacionais), fico pensando até se escancarar a vida deles publicamente não acaba até impulsionando vendas e até mais se eles forem um lixo-humano tipo a Amy Winehouse.
Outro exemplo de artista que publicamente já se mostrou várias vezes como pessoa arrogante é a Luana Piovani. Como ela não faz coisas "solo" é complicado boicotá-la, mas que eu acabo olhando torto pro desempenho dela por já saber como ela se porta publicamente acabo.
Oq pensam a respeito?
Eu penso que se a Amy Winehouse largar das drogas a carreira dela acaba.
Eu penso que se a Amy Winehouse largar das drogas a carreira dela acaba.
Como assim ? Acha que ela só consegue ficar na mídia pelos escandalos dela ?
LOL! Claro que não! :rofl:
Eu to cagando e andando se ela fica na mídia cara. O que importa são os álbuns dela. Eu quis dizer que acho que ela não será tão boa se largar as drogas.
LOL! Claro que não! :rofl:
Eu to cagando e andando se ela fica na mídia cara. O que importa são os álbuns dela. Eu quis dizer que acho que ela não será tão boa se largar as drogas.
A "mídia" em questão não são tablóides, sites de mimimi e fofoquinhas, e sim bombando com sua música. E discordo da sua afirmação. As drogas só está afundando ela, logo não é um "upgrade" no talento da mesma, IMO.
Pra mim, pelo menos, a produção artística em si tem peso maior. Dá pra citar a própria Amy Winehouse, drogada e etc, mas que PQP canta que é uma beleza. E também Luis Fernando Guimarães que segundo ouvi dizer, é um cara bem arrogante, mas que eu curto como humorista.
Mas claro, isso é pra quando eu gosto do trabalho da pessoa. Se o cara é só "OK" como artista, e lixo humano, aí sinto muito.
Acho que no fundo, a coisa acaba sendo meio inconsciente mesmo.
E claro, sempre tem os artistas que sempre conseguem ser péssimos tanto no pessoal quanto no profissional. Sem citar nomes, claro (IRMANDÁDJI XÁRLI BRAU MANOW)
A "mídia" em questão não são tablóides, sites de mimimi e fofoquinhas, e sim bombando com sua música. E discordo da sua afirmação. As drogas só está afundando ela, logo não é um "upgrade" no talento da mesma, IMO.
Cara essa sua afirmação foi muito rasa. "Midia bombando com sua música"? Então pra você é um ponto positivo a favor do artista se ele tiver "bombando na mídia"?
Pra mim tanto faz cara, o que importa é a qualidade do trabalho da pessoa e não o que a mídia pensa dela.
Eu as drogas são um upgrade no talento, mas sim um jeito de fazer o talento já existente na pessoa fluir mais fácil. Por isso que acho que se ela parasse, não seria a mesma. Pelo menos por uns tempos. E muitos artistas são beneficiados em seus trabalhos pelo uso de drogas. Amy não é a primeira e não será a última.
Pra mim tanto faz cara, o que importa é a qualidade do trabalho da pessoa e não o que a mídia pensa dela.
Não é bem o que a mídia "pensa". Eles até chegam a dar títulos forçados e/ou tendenciosos pra notícias envolvendo artistas, mas eles não inventam nada... os artistas que fazem coisas erradas e dão lenha pra mídia.
Você já viu notícia ruim da Fernanda Montenegro, notícia ruim do Tom Hanks, notícia ruim do Bill Gates? Falei do Bill Gates pq criticam os produtos dele (a.k.a. "windows sux"), mas o cara mesmo só aparece pra coisa boa como milhões em investimento em fundos de caridade ou desenvolvimento tecnológico. Como o cara é cabeça da empresa eu admito que crio uma puta simpatia em relação a microsoft em grande parte pela postura do Bill Gates retratada na mídia, sendo que "racionalmente" eu deveria só me importar se os produtos da empresa são bons.
Enfim, marketing pessoal funciona comigo... e de maneira convencional... boicoto os "drogados e escrotos" e fico mais feliz em investis em bens produzidos por gente que publicamente aparece bem na foto.
Cara essa sua afirmação foi muito rasa. "Midia bombando com sua música"? Então pra você é um ponto positivo a favor do artista se ele tiver "bombando na mídia"?
Não foi o que eu quis dizer. Eu ando me expressando muito mal. Deixemos esse ponto de lado.
Eu as drogas são um upgrade no talento, mas sim um jeito de fazer o talento já existente na pessoa fluir mais fácil. Por isso que acho que se ela parasse, não seria a mesma. Pelo menos por uns tempos. E muitos artistas são beneficiados em seus trabalhos pelo uso de drogas. Amy não é a primeira e não será a última
Pode até ser, mas essa "facilidade" tem seus efeitos negativos, deteriorando a saúde por exemplo (Bah, isso não é novidade).
BTW, Amy já não expressava um grande talento antes das drogas ?
Nesse último ponto eu concordo, não foi a primeira nem será a última.
Aliás, procurem amy winehouse no google pra ver oq já aparece na primeira página. Ela sabe se queimar.
Pontos negativos tem, mas demora um pouco pra cair a ficha de que estão ferrando com o próprio corpo. A Amy por exemplo ta cagando e andando pra isso.
Não que eu desejo que ela continue nas drogas e tal. Eu gostaria que ela saísse disso.
Aliás, procurem amy winehouse no google pra ver oq já aparece na primeira página. Ela sabe se queimar.
É aquele lance: Falem mal mas falem de mim. E muitas vezes isso trás mais grana ainda pra esses artistas e suas gravadoras.
Eu pouco me importo com a vida pessoal dos artistas, desde que isso não atrapalhe o desenvolvimento do trabalho deles. Tipo John Lennon e Yoko Ono. Depois que a vadia apareceu na vida do John, ele nunca mais foi o mesmo.
Não deveria, já que estamos falando da arte e não do artista.
AGORA, na prática importa pois hoje, especialmente se tratando de artistas mainstream, não vendem mais arte e sim a imagem do artista. Pouco importa se ele é bom no que faz ou não, o que importa é se sua vida é interessante de acompanhar.
É aquele lance de sempre: Começa a importar a partir do momento que começa a interferir negativamente no trabalho do artista.
Então, sei lá, o fato do Gallagher ser um imbecil não chegou a influenciar negativamente o trabalho do Oasis, por exeplo... mesmo assim eu fiquei bastante motivado a não ajudá-lo financeiramente hehehehe.
Eu pelo menos acabo me influenciando consideravelmente.
Ah tá, então é isso que você quer saber. Mas você por ex agiu de acordo com o que eu disse. A vida pessoal não influenciou na música dele, então você continuou gostando e tal, só não quis gastar dinheiro com aquilo. Com isso eu também concordo.
Só acho ruim quando a vida pessoal interfere de um jeito que faz mudar a música do artista pra pior. Aí você vai deixar de gostar por causa da queda de qualidade e não por não concordar com as atitudes pessoais do artista.
Passolargo
22-07-2008, 18:01
Na maioria das vezes, eu não deixo de apreciar o trabalho de alguém que faça algumas coisas na vida pessoal que vão contra o que eu considero serem certas (contanto que não chegue a um nível bizonho), mas nunca mais olho com os mesmos olhos. Vai ter sempre aquela coisinha ali sobre a pessoa me incomodando. Não que isso seja anormal, já que na nossa própria vida temos que lidar com coisas assim no dia a dia, então...
Eu acho que a vida pessoal do artista não tem nada ver com o trabalho.
Uma pessoal pode ser extremamente profissional na sua empresa, mas ser um boçal fora dela. Isso não o impede de fazer um bom trabalho.
E é engraçado que, na música principalmente, quando o cara não usa absolutamente nenhum tipo de entorpecente (álcool incluso), a música dele fica extremamente boçal.
Porém até pra isso tem que ter um equilíbrio, senão acontece que nem no Libertines. O Pete Doherty degringolou tanto no rolê das drogas que acabou com a banda.
se na história musical fosse só ele...
E é engraçado que, na música principalmente, quando o cara não usa absolutamente nenhum tipo de entorpecente (álcool incluso), a música dele fica extremamente boçal.
Eu as drogas são um upgrade no talento, mas sim um jeito de fazer o talento já existente na pessoa fluir mais fácil. Por isso que acho que se ela parasse, não seria a mesma. Pelo menos por uns tempos. E muitos artistas são beneficiados em seus trabalhos pelo uso de drogas. Amy não é a primeira e não será a última.
cof cof *Dave Mustaine* cof cof.
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Eu tendo a ser indiferente quanto a isso. Arghoslent (http://rateyourmusic.com/artist/arghoslent) é formada por nazistas filhos da puta. Isso me faz gostar menos do som deles? Nop.
A obra é o que importa. A maneira que eles vivem é fetiche.
Ah, pra mim depende muito. Se a música for de qualidade, não vão ser os problemas pessoais de determinado artista que vão fazer eu gostar mais ou menos dele. Mas eu tendo a respeitar mais quando eu conheço a história da pessoa e vejo que também é um humano "comum". Acho que o exemplo mais recente disso foi com o Eric Clapton. Eu já curtia a carreira dele, mas depois de ler a autobiografia que ele lançou ano passado, passei a respeitar ainda mais e entender melhor certas músicas e fases pelas quais passou na carreira.
Agora, já tem casos que conhecer ainda mais a vida pessoal da pessoa só me faz desprezar o artista, mesmo que continue gostando da música. Exemplo é o KISS com o Gene Simmons. Tá certo que o cara é inteligente pra cacete e sabe fazer dinheiro, mas o jeito totalmente convencido e prepotente com que se porta em entrevistas me faz não ter nenhuma simpatia por ele.
Tommasini
24-07-2008, 1:42
Um ator é um artista, certo?
O filme do Batman piorou depois que o Bale agrediu a mãe e a irmã?
gg
Um ator é um artista, certo?
O filme do Batman piorou depois que o Bale agrediu a mãe e a irmã?
gg
Nem, mas isso tudo é viral do terceiro filme.
Lukaz Drakon
24-07-2008, 11:18
A mãe do Bale é o inimigo do terceiro filme? õ.Ô
Se fosse a sogra poderia ser a Hera Venenosa. :sacou:
Lukaz Drakon
26-07-2008, 12:32
Se fosse a sogra poderia ser a Hera Venenosa. :sacou:
LOLZ.
Jantar na casa da namorada seria TEMÇO, huh?
cof cof *Dave Mustaine* cof cof.
Ele pode não usar mais hoje em dia, depois de tiozão, mas vai ver antigamente.
E meu post pareceu generalizanete, mas não foi. Existem as excessões.
Nefelibata
26-07-2008, 14:49
Desculpem o texto longo. Tentei mais ou menos esquematizar e conceituar o que penso, e ficou um monstro... mas aí vai, pra quem tiver paciência e tempo livre:
1. Idolatria. Da metade do sécul XX pra cá, as massas passaram a idolatrar certos artistas, principalmente músicos. Não que eu seja especialista do assunto, mas imagino que é impossível estudar cultura de massa sem passar por Elvis e Beatles, p.ex. E idolatria não costuma ser uma ação com reservas, não é algo "parcial". Para idolatrar, deve-se enaltecer o ídolo totalmente. Algo meio religioso. As palavras "Fã" e "Fanático" não têm suas raízes em comum por um mero acaso.
2. Da cultura que herdamos. Alguns valores que herdamos da cultura dos anos 60 e 70, principalmente, são valores de idolatria. Por exemplo, para demonstrar que eu gosto de uma banda, eu devo idolatrá-la. Ir aos seus shows, comprar seus discos, saber de sua vida, ter seus membros como modelo. Não havia essa interpretação analítica de "uma coisa é a arte, outra é o artista". Os Beatles eram os Beatles, e ponto. Se pensarmos naquela época, ter essas pessoas (geralmente músicos) como modelo era ter algo em que se apoiar para ser rebelde, era ter um anteparo para se insurgir contra a tradição rígida, quadrada e traumatizada da geração que viveu os críticos anos 30 e os anos 40 da Segunda Guerra. Assim, idolatrar ou amar irrestritamente, sem questionar defeitos humanos dos artistas idolatrados, era também uma forma de liberdade dos jovens daquela época.
(Isso sem contar que naquela época não se tinha consenso e estudos como se tem hoje sobre os malefícios das drogas nem da AIDS).
3. Hoje. Atualmente, essa reação cultural dos jovens de 60 e 70 já foi incorporada pela humanidade e não existe mais necessidade tão forte de se rebelar como eles faziam. A juventude, nesse aspecto, já conquistou seu espaço cultural, onde podemos gastar nossas energias e anseios. Assim, não precisamos mais ser tão cegamente apaixonados. Podemos olhar para um artista que produz um trabalho admirável, e investigar sua vida para saber que seu caráter não é tão louvável. Esse tipo de questionamento sobre se devemos considerar a arte ou o artista não me parece ter sido absolutamente uma preocupação dos fãs que criaram o mundo da música tal como conhecemos hoje; é um questionamento que me parece ser fruto de uma época em que nós, consumidores da música, nos tornamos menos fanáticos e mais críticos.
4. Separar? Assim, dá para, até certo ponto, separar a obra do obreiro. Hoje nós entendemos que a política do "tudo ou nada" é algo primitivo. No entanto, como falei, dá para separar só até certo ponto. Se alguém aqui tentar produzir qualquer arte, seja música, literatura ou arte plástica, verá que é impossível desvincular totalmente artista da arte. Então, por mais que eu goste de uma música X e deteste seu autor Y, eu terei que saber, por pior que seja o autor Y, pelo menos na música X ele ofereceu o que tinha de melhor. E isso não vale só para incomodar; muitas vezes, uma obra de arte ganha um significado muito mais profundo e bonito quando notamos qual é a relação dela com o autor (como aconteceu com o Kyo e o Eric Clapton). Na prática, funciona assim: eu precisaria ouvir uma música muito boa da Amy Winehouse, mas muito boa mesmo, para que meu preconceito dela fosse superado naquele momento e eu pudesse dizer: “ok, eu devo dar o braço a torcer”.
(Em tempo: não conheço nada da música de Amy Winehouse, foi só o exemplo que o Shazan deu e que, enfim, está na mídia a toda a hora pelas queimadas de filme).
(Isso sem contar que naquela época não se tinha consenso e estudos como se tem hoje sobre os malefícios das drogas nem da AIDS).
A gente acaba entrando em outro ponto interessante, que é o de como o acesso à informação e o papel de mídia mudam nosso foco em relação a algo. Que garoto vai querer ser punk ou grunge agora que a moda popularizada é ser emo? Quem (e quando digo isso, penso na maioria) vai comprar carro a gasolina se agora todos sabem que é vantajoso financeiramente ter um à álcool ou flex?
Quem vai idolatrar pessoalmente um artista drogado se fica claro pra maioria o efeito nocivo das drogas?
Só o que não se importa com a vida do artista. Mas e quando a mídia mostra dia após dia que a vida do artista importa e todo mundo "compra essa informação"?
é um questionamento que me parece ser fruto de uma época em que nós, consumidores da música, nos tornamos menos fanáticos e mais críticos.
Eu sou menos otimista, eu acho que é mais papel do que a mídia está jogando às massas do que trabalho da massa encefálica. O que é retratado em filmes, novelas, livros, jornais, telejornais e TV de um modo geral já apontam para essas duas faces de muitos artistas há bastante tempo. Têm desmascarado, por exemplo, jogadores de futebol cuja popularidade (com as quais, tanto quanto muitos artistas, eles geralmente não se importam depois que estão com os bolsos cheios de dinheiro) cai por terra depois de revelações vergonhosas sobre a vida pessoal.
Os artistas não sabem da responsabilidade que, na minha opinião, efetivamente têm com sua popularidade e muitas vezes quando sabem não se importam em perdê-la (novamente, pq geralmente já estão com os bolsos fartos). E têm sim responsabilidade de serem boas pessoas a partir do momento que eu defendo que a influência às massas é muito maior vinda da mídia do que do trabalho crítico individual, até porque a informação pronta é muito mais conveniente do que a informação trabalhada, como todos nós sabemos.
eu precisaria ouvir uma música muito boa da Amy Winehouse, mas muito boa mesmo, para que meu preconceito dela fosse superado naquele momento e eu pudesse dizer: “ok, eu devo dar o braço a torcer”.
Mas provavelmente teria que escutar ao acaso, porque a gente tem tantos artistas bons por aí que eu pelo menos certamente já excluo ou "boicoto" (mais pra conforto mental individual, mas que quando a gente pensa em grande escala acaba tirando muita granda do bolso de artistas) os que têm esse tipo de postura.
Será que a maioria se dá ao trabalho de vasculhar o que "compensa" na produção do artista ou se dá ao trabalho de saber um pouco mais sobre todo artista com o qual tem contato?
Na real a gente acaba tendo contato com o que chega a gente sem a gente correr muito atrás, essa é a verdade. Revistas e sites de fofoca não têm tanta popularidade assim quando a gente pensa na massa.
A conclusão mais cabível, pra mim, é que a gente "até se importa", mas a grande maioria de nós não corre muito atrás de detalhes da vida pessoal do artista quando vai consumir algo dele e quando descobre algo não passa a odiar o que ele produz, mas PODE investir menos em algo, financeiramente falando.
E aí, com esses "até", "maioria" e "PODE" a gente vê que o artista de má índole tem boas razões para não estar nem aí para sua imagem, já que no final das contas o dinheiro vai continuar entrando de qualquer jeito, em maior ou menor quantidade. O problema é a índole do artista e a prioridade ao dinheiro em relação ao significado da arte mesmo.
Ele pode não usar mais hoje em dia, depois de tiozão, mas vai ver antigamente.
E meu post pareceu generalizanete, mas não foi. Existem as excessões.
Eu estava corroborando o que você disse, Minduim :dente:
Rogério Magno
03-08-2008, 20:29
A meu ver, a arte (a verdadeira arte) nada mais é que a própria vida do artista, a maneira como ele se expressa em relação a si e aos outros. Como bem disse Oscar Wilde, o artista deve fazer sua arte importando-se apenas com sua opinião e com o seu gosto, caso contrário, é apenas artesanato. A arte de alguém nada mais é que o espelho de sua vida, o que ela gosta, ou desgosta, como o que realmente se importa, coisas assim.
Eu não me importo. Se continuarem fazendo o trabalho direito, vou gostar. Quanto a vida pessoal, que se phoda.
Mas, claro, quando eu me identifico com o artista (comportamento, opiniões...), eu acabo gostando mais dele. =]
Ka Bral o Negro
03-08-2008, 22:35
Ouço tantas bandas... mal sei as feições dos caras.
Não tô nem aí para o que fazem. Só me interesso pela música.
Nunca fui de venerar pessoa alguma. No máximo alguma admiração. E isso quando ocorre.
Rogério Magno
05-08-2008, 10:21
Então... eu achei meu livro do Oscar Wilde, então posso fazer um post decente agora.
Como muitos devem saber, Oscar Wilde foi (em praticamente toda sua obra) um grande de fensor da Arte pela Arte e grande crítico da influência que a Sociedade tentava exercer sobre a arte. Creio que críticos como Monteiro Lobato (que por exemplo esculachou Anita Malfati e seu trabalho quando em sua época) não teriam sob revivido se houvessem tido um único debate contra ele. O caso é que Wilde sempre foi a favor de que tanto a Arte em si, como o Artista que dava vida a ela, fossem os únicos criadores da obra, pois para ele, essa nada mais é que a pura imagem de quem o Artista realmente é. Seu verdadeiro "eu", sua personalidade, a essência do que ele é (ou do que quer ser) está não no seu ser físico e presente, mas na sua arte. Como bem disse ele: "A arte é a única coisa séria no mundo. E o artista é a única pessoa que nunca é séria".
A gente só sabe da vida dos artistas porque eles são famosos. Não-artistas cansam de fazer merda também, a gente só não fica sabendo.
Em geral eu faço um esforço consciente pra nem ficar sabendo de fofocas, porque isso é bobagem. O fato do Roman Polanski gostar de meninas de 13 anos não me impede de continuar achando Chinatown um dos melhores filmes de todos os tempos.
Meu interesse na vida do artista é diretamente proporcional ao interesse dele na minha.
¬¬
bom. a minha vida importa tanto quanto a de qq outro ser no planeta, a nao ser talvez os planctons, eles importam mais.
agora, querer saber q merda anda fazendo uma pessoa só pq porque a mídia escolheu ela entre milhoes e geralmente sem nenhum bom motivo.... ¬¬
é ser mto perdedor
só pq porque a mídia escolheu ela entre milhoes e geralmente sem nenhum bom motivo.... ¬¬
Se você fosse alguma divindade teria destruído o valor de toda e qualquer produção artística em uma só sentença.
Como você não é, foi só uma opinião unilateral e pobre.
Ka Bral o Negro
09-08-2008, 21:41
Se você fosse alguma divindade teria destruído o valor de toda e qualquer produção artística em uma só sentença.
Como você não é, foi só uma opinião unilateral e pobre....creio que ela tenha se referido aos "artistas de ocasião", "escolhidos" por conveniência, ou seja, de acordo com a moda vigente - e não por uma produção realmente trabalhada a inspirada. =]
É claro, tais conceitos são por demais subjetivos; reclamar por reclamar daquele que "faz sucesso" às vezes parece até inveja. A saída é fazer imelhor.
Então... eu achei meu livro do Oscar Wilde, então posso fazer um post decente agora.
Como muitos devem saber, Oscar Wilde foi (em praticamente toda sua obra) um grande de fensor da Arte pela Arte e grande crítico da influência que a Sociedade tentava exercer sobre a arte. Creio que críticos como Monteiro Lobato (que por exemplo esculachou Anita Malfati e seu trabalho quando em sua época) não teriam sob revivido se houvessem tido um único debate contra ele. O caso é que Wilde sempre foi a favor de que tanto a Arte em si, como o Artista que dava vida a ela, fossem os únicos criadores da obra, pois para ele, essa nada mais é que a pura imagem de quem o Artista realmente é. Seu verdadeiro "eu", sua personalidade, a essência do que ele é (ou do que quer ser) está não no seu ser físico e presente, mas na sua arte. Como bem disse ele: "A arte é a única coisa séria no mundo. E o artista é a única pessoa que nunca é séria".
Orcar Wilde foi um teórico literário além de artista, então esse conceito dele de Arte pela Arte é algo fundamentado em certos outros conceitos. Eu, particularmente, não concordo com ele. É limitar a Arte. Dizer que a Arte não pode ter função para outra pessoa além do próprio artista é jogar pela janela todas as coisas que a Arte pode fazer para mudar a vida de alguém.
O que é uma contradição com a própria obra-prima do Wilde, O Retrato de Dorian Gray, já que, pelo visto, ele despertou uma nova visão para você.
A Arte sobreviver apenas por ela é falso e impossível. Ela sempre é carregada de ideologia e sentimentos que a ligam com a vida humana (não necessariamente aos seus autores).
Mas voltando para o assunto do tópico:
Nunca, NUNCA associe a vida do autor à sua obra. Não faça isso, é covardia com a obra. Seja na música, literatura ou outras coisas desse tipo. Existem teóricos que aplicam essa visão e acabam estragando certas coisas.
Citar um dos meus favoritos: Camões foi um putanheiro. Viveu em puteiros, bebendo por aí, enxendo a cara e tudo o mais. Só que tem um dos poemas mais citados por românticos da Literatura Portuguesa (Amor é fogo que arde sem se ver/É ferida que dói e não se sente) e boa parte de suas produções vão contra, completamente, ao seu estilo de vida.
Aí o povo vem e diz: "Ah, mas e aquele lance de textos auto-biográficos, como aquele poema do Drummond do Pneumotórax?" Só porque ele tinha tuberculose não quer dizer que ele possa ter feito aquele texto para todos os tuberculosos...
A obra, se ficar limitada e amarrada ao autor, acaba diminuindo seu valor. Ela é mais ampla que isso.
E, bem, como já dizia um filósofo (que eu não lembro se era Aristóteles ou Platão, mas acho que é o primeiro): o artista diz verdades através de mentiras.
Se você fosse alguma divindade teria destruído o valor de toda e qualquer produção artística em uma só sentença.
Como você não é, foi só uma opinião unilateral e pobre.
bom.
vamos lá. falam masi detalhes da vida intima de artístas ou de seres famosos sem um bom motivo?
seilá. li umas caras uma vez numa viagem entediante. e se fala mais da metade do tempo de pessoas do big brother :base:
a pessoa fica famosa pq aprticiou dele e participou pq é loira e tem bunda grande.
quando eu falo mto estou impondo coisas erradas, quando resumo o assunto numa frase curta, estou impondo uma coisa errada E pobre.
nao gosto de quem tenta me tirar de idiota de cara sem me conhecer antes a fim de perceber melhor minhas intençoes quando digo algo.
¬¬
explicando: é dificil ver nítcia de artista. quando ocorre é coincidencia. pq só tem noticia de artistas se eles sao famosos, nao por serem artistas.
se falassem por ai da vida pessoal dos artistas msm a coisa seria bem diferente, pq a maioria nao tem fama ><
e ainda q fsse assim seria idiotice se importar. pq arte é um troço, a vida pessoal de uma pessoa nao tem nada a ver com o q ela faz, artistico ou nao, só importa pra ela ¬¬
Nunca, NUNCA associe a vida do autor à sua obra. Não faça isso, é covardia com a obra. Seja na música, literatura ou outras coisas desse tipo.
Isso não faz muito sentido, Pescaldo.
Eu entendo seu ponto de vista onde exageros na tentativa de associar a obra ao artista podem gerar críticas com as quais nem o artista concorda, como era o caso de Salvador Dali. Tentavam extrair todo tipo de crítica moral, histórica ou seja lá o que fosse de suas obras e quando buscaram profundamente uma "significância" para um "relógio derretendo" em uma de suas obras mais famosas (e sugeriram que fosse algo como... "o tempo está se esvaindo com o passar de nossas vidas!"), tudo o que Dali disse foi "um dia acordei e enquanto fazia um queijo quente me interessei pela sua textura, e resolvi colocar isso em minha obra. Foi um belo OWNED aos críticos que tentavam criar ligações grandiosas às razões para criação da obra que na verdade não existiam!
Enfim, eu entendo seu ponto de vista, mas acho que foi muito extremista. Nunca é uma palavra muito forte, ainda mais quando consideramos tantos tipos de produções artísticas e a arte mesmo como uma coisa tão fluída e mutante com o passar do tempo. Isso com certeza deve ser associado à realidade dos artistas, para que haja até lógica no processo de criação e análise.
seilá. li umas caras uma vez numa viagem entediante. e se fala mais da metade do tempo de pessoas do big brother
a pessoa fica famosa pq aprticiou dele e participou pq é loira e tem bunda grande.
O que revista Caras falando de participantes do Big Brother Brasil têm a ver com uma discussão sobre a vida pessoal de artistas?
Eu vou perguntar pra você antes que você me condene por deduzir que, em seu ponto de vista, participantes de um reality-show são artistas, sem pedir sua opinião mais a fundo sobre o assunto.
quando eu falo mto estou impondo coisas erradas, quando resumo o assunto numa frase curta, estou impondo uma coisa errada E pobre.
http://www.showcaseyouth.com/Oh%20the%20Drama%203.jpg
nao gosto de quem tenta me tirar de idiota de cara sem me conhecer antes a fim de perceber melhor minhas intençoes quando digo algo.
¬¬
No dia que eu conseguir identificar a intenção real da pessoal ao escrever algo, que não o que ela efetivamente transmitiu pela escrita, eu vou entrar pros X-men, fera.
Se a sua INTENÇÂO era dizer que não gosta de sarcasmo e eu acertei, eu já posso entrar pros X-men! FUCK YEAH SE CUIDA PROFESSOR XAVIER.
só tem noticia de artistas se eles sao famosos, nao por serem artistas.
heh
a maioria nao tem fama ><
heheh
idiotice se importar
heheheh
arte é um troço
heheheheh
a vida pessoal de uma pessoa
heheheheheh
Pescaldo
10-08-2008, 16:33
Bom, existem três grandes escolas de análise de obras artísticas, uma das mais recentes é essa da relação autor-obra.
Porém, eu faço parte (e fui educado nela) da análise dos Formalistas Russos (que influenciaram Mikhail Bakhtin e Todorov) e ela defende que não se deve fazer essa relação. É como se você resumisse o seu objeto de estudo à uma análise biográfica.
No caso do Salvador Dali citado, caímos naquela velha história das perguntas de Literatura no Ensino Médio: "mas será que o autor quis dizer tudo isso mesmo?" A resposta que se dá é: ele não quis dizer, ele DISSE. Simples, rápido e rasteiro.
Existem diversos símbolos que estão inerentes no nosso subconsciente que podem significar e representar algo MESMO que o autor diga que ele não fez isso. Leia "O Poder do Mito" de Joseph Campbell, ele explora diversos desses símbolos. Porém, para não ficar vago para quem lê, deixo aqui um exemplo: a caverna úmida e molhada por dentro, com um cavaleiro errante indo encontrar a sua amada lá dentro. Pra qualquer um que ler, mesmo que não tenha o ato sexual explícito no texto, a caverna úmida com um cavaleiro errante (associado com a figura da espada) entrando nela é relacionada com o ato sexual.
Claro que isso para as leituras mais sensíveis. Aqueles que têm um costume maior e contato com a leitura.
Se você relaciona os símbolos colocados na obra com a vida do autor, você perde muito da sua pretensa análise crítica. A vida pessoal do autor, realmente, não importa quando você analisa a sua obra. Contexto histórico-social, em alguns casos, é importante, porém, a obra que se LIMITA a esses momentos é uma obra sem força, sem possibilidades de análise. O que tira, novamente, o valor da obra.
Relacionar ao autor, à vida dele, é como castrar uma obra.
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